As vezes me parece que essas pontes só funcionam de la pra cá. A gente vive ouvindo falar dessas historias de "camadas sociais" e como elas não se misturam, como algumas pessoas passaram a ser a "nova classe media" e tudo mais. São sempre as estaticistas, os gráficos e os números. A gente nunca ouve o lado humano disso tudo.
Nunca ouvimos falar do quanto essas fendas que existem entre certas pessoas privam tanto o pobre quanto o rico. Nunca ouvimos falar que é tão difícil e amedrontador para um morador de um bairro nobre fazer uma visita beneficente a periferia quanto é para o proletariado ir a um jantar o qual foi convidado por seu chefe por ter sido o funcionário do mês 5 vezes seguidas. Glamorizamos o estilo de vida das classes media e alta e esquecemos de todas as coisas que fazem a classe baixa (mesmo com tanta desgraça) sorrir, por que ninguém quer ser pobre, só quem já é diz/sabe que não é tão ruim quanto se pensa. Afinal dificuldades todo mundo nessa vida passa.
Outra coisa que também não entendo é o "Orgulho periférico" e não é orgulho no sentido de bater no peito e encher a boca pra dizer que mora na favela. É a aversão a socializar com pessoas de outras camadas sociais. Você é odiado por ter condições financeiras melhores, você se torna um "playboy/Patricinha". Sempre tem um ou outro que fala que você ta andando com playboy porque você saiu uma ou duas vezes com os amigos da faculdade que você custou a entrar.
Por fim. nos esquecemos que somos todos humanos e por mais diferente que sejamos sofremos dos mesmos males, mesmo que sejam dificuldades diferentes, são dificuldades.
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